sábado, 25 de julho de 2009

Os pais vão viajar... e agora?!

Outro dia mamãe estava zanzando pelos foruns da vida e encontrou uma discussão sobre o melhor a fazer quando os pais adotivos de um gatinho vão viajar. Hotelzinho? "abandonado" em casa? Levá-lo junto?... Aí pensei que seria oportuno eu dar a minha miaudesta opinião, do alto dos meus 11 anos cheios de experiência! =^.^=

Então: como já disse algumas vezes, nós gatos somos animais super metódicos, cheios de hábitos e manias, e se existe algo que detestamos mesmo é mudança drástica no ambiente. É claro que a gente sobrevive às mudanças, morrer não vamos; mas que vamos ficar super, ultra estressados, isso vamos, sim. Também devo dizer que a reação às mudanças depende muito da personalidade de cada gatinho, sua idade e sexo (se não é castrado/a) e do histórico da sua vida. Há gatinhos que só fica amuado, mas tudo bem, suporta as mudanças numa boa (relativamente...) Outros podem ficar anoréxicos, bagunçar horários para tudo, ter diarréia, ficar agressivos, deprimidos... e eventualmente desenvolver doenças oportunistas, porque o nosso sistema imunológico é afetado por conta do estresse.

Por outro lado, somos bem independentes sob ponto de vista afetivo, e suportamos muito bem a ausência (desde que temporária, claro!) dos pais adotivos e irmãos e parentes humanos. Eu, por exemplo, já disse que sempre fui a filha única da casa e durante a minha infância inteira passava o dia todo sozinha em casa enquanto meus pais trabalhavam fora. E os cafunés que ganhava só pela noite eram suficientes para me sentir amada e aceita na casa, e nunca me estressei por ficar sozinha durante o dia.

Por essas características, o meu conselho é que se evite ao máximo quaisquer mudanças significativas no ambiente do seu bichaninho, que o problema da solidão é mais fácil de administrar.

Mas, aí pinta uma viagem para os pais. O que fazer?

Bem, aí depende da duração dessa viagem. Se for uma viagem curta, digamos de até 3 dias no máximo, prefira deixar o seu gatinho sozinho em casa mesmo, no seu território e ambiente conhecido, que é a melhor solução para todos. Só prepare a casa para sua ausência, colocando ração e água em quantidade suficiente para o período, caixas de areia extras com bastante areia limpa (calcule uma bandeja por dia por gatinho), deixe à mão todos os brinquedos que ele tiver (menos o que tem corda ou barbante), guarde todos os objetos que possam ser derrubados e ou quebrados, guarde também quaisquer fios ou cordas que possam ficar enrolados no gatinho e machucá-lo, e desligue o disjuntor geral para evitar qualquer possibilidade de ele levar choque elétrico. Ah! e deixe uma peça de roupa sua no sofá ou na cama, se ele tiver acesso ao seu quarto; o seu cheiro vai deixá-lo tranquilo.

Com essas providências o seu gatinho vai ficar muito bem. Claro que sentirá falta dos papais, mas o tempo passará bem depressa e todos estarão juntos novamente antes que ele pense que foi abandonado. E se for mais de um gatinho, melhor ainda, pois um fará companhia ao outro o que ameniza bastante a falta de cafuné dos papais.

Mas, e as viagens mais longas?...

Hm, mesmo assim, o melhor é manter o seu gatinho em casa. Só que nesse caso, consiga alguém que vá cuidar dele uma vez por dia. Pode ser parente, amigo, conhecido ou até babás profissionais de animais (pet-sitters), pessoas da sua confiança que se responsabilizem em visitar o bichaninho todos os dias para alimentá-lo, trocar a água e limpar a caixa de areia além de brincar um pouco com ele. Deixe o gatinho conhecer essa pessoa antes de viajar, para que ele não estranhe a presença dela na sua casa quando vc estiver ausente. Troque com essa pessoa o número de telefone e mantenha contato diário com ela enquanto fica ausente.

No caso de contratar pet sitter, acho desnecessário dizer mas procure informações e referências delas antes de fechar o contrato, néh! Um bom lugar para procurar por esses profissionais é com o seu veterinário e nas ONG's de proteção animal. Peça indicação pessoal do vet e dos voluntários dessas organizações, é menos arriscado.

E hotelzinho?...

Eu não recomendo. Se encontrar uma pessoa responsável que olhe por ele durante a sua ausência, por que "trancá-lo" num hotel?! Inclusive, acho (não tenho certeza) que um pet-sitter sai mais barato que um hotel confiável. Esses hoteizinhos são muitas vezes uma calamidade, sem falar no estresse que vai causar ao bichaninho! 9 em 10, o seu gatinho será trancado numa gaiola pequena junto com água, ração e caixa de areia, tudo naquele espaço exíguo. E nós detestamos comer no banheiro ou fazer necessidades perto da água e comida! Fora isso, pode ser que haja proximidade de cães, outros gatos (eventualmente com alguma doença) tão estressados quanto ele próprio... E não terá atenção especial das pessoas, que elas têm de cuidar de todos os animais hospedados lá...

Eu fui hospedada uma vez numa clínica veterinária que mantinha um hotelzinho. Só uma vez, e demorei 4 ou 5 meses até me recuperar do choque que foi ficar num cubículo sem janela por 5 dias (nesse lugar, deram um quartinho inteiro só pra mim, "tratamento vip", mas era um cômodo sem janela, e só acendiam a luz quando vinham tratar de mim!) De tão aliviada que fiquei ao ver meus pais novamente que os perdoei logo por me "abandonarem" naquele lugar, mas peguei pulga e tive problema de visão por alguns dias e diarréia por um mês, e não conseguia mais nem chegar perto da porta da sala por um bom tempo.

Mas se vc não encontra de jeito nenhum uma pessoa que possa cuidar dele na sua ausência, o hotel é uma solução, sim. Mas nesse caso, busque antes de tudo e com boa antecedência hotéis recomendados por outros pais de gatinhos, e pesquise cuidadosamente cada hotel. Visite-os para ver os gatos hospedados, as condições de higiene, se há presença permanente de veterinários no local, a separação dos animais por espécie, proximidade entre os gatos no mesmo recinto, o tamanho das gaiolas se for o caso, a rotina diária (tipo, os gatinhos têm hora de tomar sol, de respirar ar fresco? quantas vezes ao dia as caixas de areia são limpas? e troca de água?...), o preparo dos atendentes, etc. E certifique-se de que ele será alimentado com a ração dele e usará a areia a que ele está acostumado. (Não é todo gatinho, mas eu sou meio enjoada e só uso a "minha" areia; se me dão outra eu páro de fazer xixi...)

E levá-lo junto, na viagem?...

Piorou! Também não recomendo, não! A viagem é ainda pior que ficar num hotel, uma experiência das mais perigosas e estressantes para um gato. Além de o destino ser outro ambiente estranho, ele terá de ficar trancado numa caixa de transporte durante o translado (obrigatório por lei de trânsito, aéreo ou terrestre). Se for viagem de carro, ele terá de parar no mínimo a cada hora para respirar um pouco, beber água e fazer xixi. E nessas horas ele pode fugir por estar desorientado e apavorado. Dependendo da época do ano, ele pode sofrer com o calor ou frio (uma vez eu entrei em estado de choque pelo calor que fazia dentro do carro, isso em apenas 10 minutos de viagem!)

Tem gente que diz para sedar o bichano para o translado e nas viagens aéreas acho que é obrigatório, mas medicação é perigosa, então é o último recurso e só com o seu vet de confiança! E mesmo no destino da viagem, além de correr o sério risco de fugir, o seu estresse certamente será ainda maior que ficar trancado numa gaiola de um hotel. Viajar com gato é torturá-lo, só justificável numa mudança de casa permanente.

Assim, se vc ama o seu gatinho, NÃO viaje com ele, a menos que vc esteja de mudança, pois ele só vai sofrer, não vai curtir a viagem. (Cuidados para levar o gatinho numa viagem inevitável, eu posto depois...)

Em todas as hipóteses, planeje a sua viagem com antecedência para assegurar-se de que o seu gatinho ficará seguro e bem.
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domingo, 28 de junho de 2009

Cacoete da idade?

Oi :) Oia eu aqui de novo!

Hoje vou falar da água e uma "infelicidade" que vem acontecendo...

Lembram da minha mania de querer tomar água corrente? Poizé, eu ainda continuo com isso, embora ultimamente pedir água na jarra se tornasse mais um meio de ganhar atenção. Se estou com sede e mamãe não está por perto ou muito ocupada, tomo na vasilha mesmo (papai achou essa mania minha o cúmulo da frescura e nunca me deu de beber na jarra!) E o projeto de fonte da mamãe deu "água abaixo", a alavanca não funcionou direito. Assim, beber água corrente só quando mamãe está livre pra me atender, rs!

Mas, por conta de ainda me servir a água, ela percebeu que ando aspirando muita água pelo nariz! Na verdade, isso já havia começado a acontecer há bastante tempo mas ela nunca prestou muita atenção pois não era sempre. Agora, (quase) toda vez que vou tomar água, acabo aspirando algumas gotas antes de começar a beber, o que me faz fungar e dificultar a respiração. O que será isso, alguma dificuldade devido à minha "idade avançada"? Ou será alguma coisa no nariz?... Como de sempre, entrei naquele estágio de ser observada, vou perder o sossego, pois mamãe vai me seguir toda hora!

Falando em manias, outra das minhas é provar a água com a pata antes de começar a beber. Quando vou beber, meto antes a pata dentro da água e lambo até me dar por satisfeita, e só aí vou com a boca na superfície da água. Faço isso desde que me conheço por gatinha e muitos miaumiguinhos fazem isso, uma mania de gatos que nunca ninguém conseguiu uma explicação convincente. Gozado, né...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Gatos nem sempre são sociáveis

Alguém perguntou a meu pai por que depois de todos esses anos, continuo sendo a filha única da casa. E como houve um caso de um gatinho com problemas de convivência, resolvi contar um pouco mais dessa parte da minha história.

Quando eu cheguei nesta casa, meus pais não tinham nenhum animal de estimação. Na época ambos trabalhavam e muito, e inclusive a minha mãe trabalhava longe e só voltava para casa nos fins de semana. Assim, eles não pensaram em aumentar a família. Uns 4 anos depois, quando mamãe já ficava mais tempo em casa, apareceu um dia um gatinho na vizinhança e meu pai resolveu trazê-lo para casa.. Fzzz! pra quê?! Fiquei furiosa! Parti pra cima do gatinho e mamãe não teve outra saída a não ser trancá-lo no banheiro, separando-o do resto da casa que era o meu território.

(Aliás, esse é o jeito correto de introduzir um novo habitante dentro de casa com gatos residentes: colocá-los em contato aos poucos. Tem um artigo excelente com explicação detalhada de como fazer essa introdução neste site, vale a pena visitar!)

Bem, apesar de tudo correto, comigo essa introdução não deu certo. Por mais de 8 meses mamãe tentou fazer com que eu aceitasse o gatinho, mas eu não queria saber. Não podia vê-lo que eu ficava furiosa, ele bem que tentou ser amigo mas eu não aceitava. No começo eu batia nele mas em pouco tempo ele cresceu e aí eu parei de puxar brigas. Mas entrei num estado de estresse terrível... Baguncei a hora de ir pro banheiro, fazia cocô fora do lugar, estragava tapete do quarto (nunca antes tinha chegado perto desse tapete...) E perdi o apetite, emagreci horrores. A vida do miaumiguinho também não era muito melhor, mamãe não podia fazer cafuné nele comigo olhando sem que eu ficasse "doente". Assim, ele vivia com medo de mim e sem carinho de meus pais que só o agradavam longe de mim... Aí apareceu alguém que gostou dele e pediu para levá-lo. Depois de muito pensar e chorar, meus pais deram o miaumiguinho para essa pessoa. Pronto! em pouco tempo voltei a ficar uma gatinha alegre, comportada e gordinha :)

Um ano depois dessa experiência, mamãe voltou a ficar com um outro gatinho por 3 meses, dessa vez como hóspede temporário, até aparecer alguém para adotá-lo. Dessa vez eu nem cheguei a vê-lo, mas novamente entrei em estresse; de novo baguncei os meus hábitos, voltei a estragar objetos, perder apetite e emagrecer.

Moral da histótia: poucos gatos são anti-sociais, mas alguns são. E eu fui "premiada" com esse caráter não muito comum. Eu sou extremamente obediente, aceito ordens de meus pais muito mais do que a maioria (dos gatos, claro), sou amorosa e gentil com todos os humanos. Mas infelizmente não sei conviver com outros gatos.

Então, papais e mamães, se já tem um gatinho e quer outro, preste bastante atenção no ritual de introdução do novo morador na casa. E redobre carinho ao mais velho e fique atento a todos os indícios de estresse. Se ambos se aceitarem, ter mais de um gato terá sido a melhor decisão para todos, pois o seu gatinho ganha um companheiro, o novo gatinho ganha um lar e os papais terão a alegria ímpar de conviver com brincadeiras incríveis que só dois (ou mais) gatinhos podem realizar. E todos serão muito mas muito mais felizes!

Mas, se verificar qualquer alteração severa e persistente de comportamento ou hábito no seu gatinho residente (desde falta de apetite até mesmo surgimento de doenças), talvez o seu gatinho seja como eu, um gato insociável que deve permanecer filho único para poder viver com saúde e alegrias.

Ah! uma última observação: se encontrar um gatinho perdido ou abandonado, não o leve direto para casa! ele pode ter doenças e ou parasitas que podem contaminar o seu gatinho de casa. Leve-o antes para o seu veterinário para um check up geral, ok? E até ter certeza de que ele está saudável, evite que ele entre em contato físico direto com os residentes.

Parabéns pra mim!

Acabo de completar 11 anos de vida feliz, apesar da saúde que ficou meio comprometida nos últimos 3 anos.

Como ninguém sabe em que dia exatamente nasci, e como animais não ligam a mínima para festas e comemorações, mamãe me deu um monte de cafuné na virada do mês à guisa de presentes o que foi ótimo, não preciso de mais nada :) Se ganhasse outras coisas, aí seria estranho para mim!

O melhor presente deste aniversário é a minha saúde que está excelente agora. Com todo o frio que tem feito nos últimos dias, meu cocô está firme e apetite voraz, nenhuma tosse ou espirro, nem mesmo vômitos expressivos (só um pouquinho, por conta do bolo de pelos.) Depois de 3 invernos com internações e injeções, este estou conseguindo passar sem desarranjos intestinais, vômitos ou emagrecimento.

Assim, vou cantar bem alto:

PARABÉNS PRA MIM
NESTA DATA QUERIDA
MUITOS BEIJOS E CAFUNÉ
MUITOS ANOS DE VIDA!
MIAUURRR PRRR :)

HIP, HIP, HURRAAA! Sou a melhor, a mais bonita e mais legal gatinha do pedaço!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Brincadeiras e Doenças

Então, miaumiguinhos, como estão vcs? Eu estou cada dia melhor, sabe? tanto que recomecei a brincar como quando era mais jovem e saudável!

"Antigamente", eu tinha várias brincadeiras que me faziam exercitar o corpo. Enquanto era bem novinha, aprontava muito, desde estragar os móveis da mamãe, subir pelas cortinas, pular e correr com patas trazeiras... Fui aos poucos deixando de ser peralta e mais obediente, mas por muitos anos adorava brincar de corrida, ataque, lutinha... Tinha o hábito de, ao entardecer, começar com simulação de ataques: eriçava todo o pelo, e ficava pulando em saltos mortais para móveis altos e deles para o chão, cravando unhas nos sofás, dando botes surpresa nas pernas de papai e mamãe... Depois que fiquei doente, fui deixando essas brincadeiras pois não sentia mais vontade mesmo depois que os sintomas da pancreatite desapareceram, a ponto de meus pais acharem que era a velhice chegando.

Só que nos últimos dias essa vontade começou a voltar! Já me pegaram dando patadas em brinquedinhos, voltei a dar corridas e pular em móveis...! Conclusão: agora, sim, estou de fato curada, miaurrr! :) E a velhice não tem nada a ver com a vontade de brincar dos gatos, e parar de brincar não é por causa da idade, mas é por que algo não vai bem na saúde.

Então, esta é uma alerta a todos os papais e mamães: prestem atenção no comportamento dos seus gatinhos! Pois qualquer alteração pode significar que algo mudou na sua saúde. Um gatinho saudável será sempre brincalhão, e comilão (kkk)

É isso, miaumiguinhos! Até a próxima, que agora tenho que ir tomar o meu banho de língua diário e brincar mais um pouco, prrr!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Gripe felina

Hm... mamãe finalmente voltou à net. E já que o motivo foi ela ter ficado doente para se lembrar que blog existe, aproveito para falar da doença dos gatos também!

Uma das doenças que costuma nos acometer é doença respiratória: pode ser gripe ou resfriado, sendo a mais grave a rinotraqueite. A rinotraqueite felizmente é combatida pela vacina anual, mas as demais não... E à semelhança da gripe humana, a nossa gripe também nos pega quando o nosso sistema imunológico está em baixa. Eu peguei uma vez, e foi horrível: espirrava sem parar, tinha dificuldade de respirar (tinha que respirar pela boca!) e meu nariz ficou sangrando por semanas!

No desespero, mamãe buscou informações para o tratamento e encontrou uma receita homeopática que funcionou maravilhosamente bem comigo. Quem passou a receita foi uma gateira com mais de 20 miaumiguinhos com rinotraqueite que ela não conseguia curar, mas que com o remédio (receitado por um veterinário homeopata) mantinha a doença sob controle. Uma criadora de persas fez depoimento dizendo que o remédio podia ser usado preventivamente com eficácia comprovada pois ela possuia um plantel que antes vivia pegando resfriados. Essa moça começou a dar o remédio no mês de maio durante um mês, e nenhum dos seus persas voltou a ter gripes ou resfriados nos invernos que se seguiam.

O nome do remédio é Bryonia dioica CH 6, em glóbulos. A dosagem é 3 glóbulos dissolvidos em 1 copo de água mineral ou filtrada para substituir a nossa água de beber. A mamãe colocava essa solução na minha vasilha de água (naquele tempo eu tomava a água na vasilha... rsrs!) para eu beber à vontade sempre que tinha sede. Com esse remédio, mais a cama quentinha e limpeza frequente do nariz com algodão embebido em água morna, demorei duas semanas mas me curei completamente.

Então, fica aí a dica. É claro que uma visita ao veterinário é indispensável, mas se houver diagnóstico comprovado de doença respiratória incluindo-se a rinotraqueite, pergunte ao vet sobre a Bryonia, lembrando que para gatos tem que ser a "dioica" porque tem outras variedades dessa planta, e tem homeopatas que dizem que qualquer uma funciona igual, e isso não é verdade.
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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Queda de pelos - casas de banho e tosa

Bom, miaumiguinhos, o cocô voltou a firmar (maisoumenos...) e tomei a última dose de Arnica no começo da semana, e agora estou livre de todas as medicações, miau!

Mas voltei a vomitar, só que dessa vez é por causa dos pelos. É a mudança de estação, e com a idade meus pelos caem mais nessas épocas, sabem como é? Nós tomamos banho de língua todo dia e acabamos ingerindo os pelos que se soltam na limpeza. Esses pelos não são digeridos e se a quantidade for pequena são expelidos nas fezes. Mas se forem em grande quantidade, eles formam o que se chama bolo de pelo que irrita o estômago e nós acabamos vomitando...

Como eu estava melhorando, mamãe pensava em voltar com a ração comum, mas com vômito resolveu adiar a troca. É que a ração que venho comendo desde janeiro é o Intense Hairball da Royal Canin, uma das mais caras da linha desse fabricante, mas que é própria para bolos de pelo e funcionou comigo contra vômitos até recentemente. Agora que recomecei a vomitar, além da ração que foi mantida, voltei a tomar Malt Paste e ser escovada todo dia (duas coisas que eu não curto nem um pouco...)

Tem gente que acha ruim nós soltarmos pelos... Mas, puxa, renovação de pelagem é metabolismo normal de todos os animais, inclusive dos próprios humanos! E quando começa a primavera ou outono, a troca de pelos é natural e esperada para todos os animais de estimação e gatos não são exceção.

Para mamães e papais com problemas de alergia ou que gostam de usar roupas escuras, a solução para pelos pela casa é acostumar os seus gatinhos com a escovação frequente e alimentação de boa qualidade. E aspirador de pó pela casa também é santo remédio! :)

E falando em aspirador de pó, ouvi dizer que tem gatinhos que se acostumam ser aspirados também. A maioria dos gatinhos odeia barulho dos motores - tanto do aspirador como do secador, liquidificador, etc... - mas se vcs acostumarem os seus filhotinhos desde cedo, quem sabe possam substituir a escova pelo aspirador. Fica aí uma dica, embora eu nunca tenha experimentado (quando mamãe se põe a aspirar a casa, eu fujo para bem longe da geringonça...)

Agora, se o seu gatinho for de pelo longo, a escovação é uma necessidade DIÁRIA independente da estação do ano, para evitar pelos embolados e embaraçados, que depois de formarem nós o único jeito de desembaraçar é cortando os nós. Como gatinhos de pelo longo também necessitam de banhos, o melhor a fazer é deixar os cuidados mais pesados com especialistas das casas de banho e tosa, mas a escovação continua sendo obrigação diária dos papais e mamães que zelam pela saúde dos seus amores.


Outra dica, valendo tanto para gatinhos como para cachorrinhos, dessa vez sobre as casas de banho e tosa... Cuidado com essas casas, ok? Pesquisem bem sobre a casa, acompanhem os seus animais nas primeiras vezes, desconfiem de casas que impedem os donos de estarem juntos dos seus animais na hora do banho ou da tosa ou na sala de espera (dos animais).

Ouvimos falar de casas que usam sabão em pó ruim ao invés de shampoos apropriados, anil (é veneno!) na água para deixar o pelo branco parecer mais branco, casas que deixam os animais amarrados ou nas gaiolas pequenas e sujas durante horas enquanto esperam a sua vez de ir para banho, casas que não separam gatos dos cachorros, que não desinfetam os instrumentos de tosa e escova, que batem nos animais que ficam indóceis (normalmente é por que eles estão apavorados!) ou dão remédios sem prescrição veterinária para sedar... e outras atrocidades que só acontecem longe dos olhos dos papais e mamães.

Lembrem-se que essas casas podem ser foco de infecção, de doenças psicossomáticas ou de alteração comportamental e, para gatos principalmente, causa de muito estresse emocional!
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sexta-feira, 10 de abril de 2009

Glândulas adanais

Ontem fiz cocô mole outra vez... Estava indo tão bem, recuperando peso e força, mas bastou a temperatura cair um pouco e meus intestinos ameaçam não funcionar direito, hmpf! Esta noite mamãe voltou a me enfiar debaixo das suas cobertas, meio na marra, para ver se durmo mais quentinha, e forrou a frente do meu potinho de comida com jornal para eu não me esfriar sentando no ladrilho frio da cozinha.

A ameaça do desarranjo intestinal me lembrou de falar das glândulas adanais, pois nas duas vezes que fiquei mal com pancreatite, tive que fazer drenagem.

As glândulas adanais são duas glândulas que se situam em ambos os lados do ânus (quase todos os mamíferos têm) e servem para conferir odor individual às fezes. É isso mesmo, as fezes são como assinatura de cada um de nós e serve de marcação de território para a maioria dos mamíferos terrestres. Essas glândulas secretam um óleo viscoso e quando defecamos, a massa fecal pressiona as bolsas de óleo e faz drenar o óleo que impregna as fezes excretadas. Se os papais prestarem bem a atenção na região anal dos seus animaizinhos de estimação, vão perceber dois pontinhos localizados nos lados, são as aberturas por onde o óleo é "espremido". Esse óleo ou secreção de alguns animais é conhecido como almiscar (*) que é base de perfumes muito valorizados pelos humanos.

Pois bem, quando nós sofremos de diarréia, a massa fecal que não tem consistência é incapaz de espremer as bolsas de óleo. Se a diarréia persiste, as bolsas acabam ficando cheias, o óleo envelhece e pode até apodrecer, e nós passamos a correr grave risco de infecção.

Ninguém em casa sabia disso até eu ficar doente... Mas depois de quase dois meses de diarréia contínua, um dia mamãe percebeu duas bolas duras junto do meu ânus e ficou muito preocupada, achando que podia ser tumor. Só que ao apalpar com um pouco de força, ela viu sair uma pasta escura e malcheirosa por um dos canais, enquanto eu berrava e tentava fugir dos seus braços. Ela espremeu mais um pouco tentando descobrir se seriam fezes ou pústula e de onde saía, e verificou que a abertura não parecia ser um abcesso porque eram duas e eram muito simétricas. Também percebeu que a pasta era uma substância diferente de fezes e pus pela coloração, odor e consistência.

De qualquer modo, ela preferiu consultar a minha vet... e que decepção! a vet não tinha idéia do que podia ser aquilo! E lá foi mamãe pesquisar sobre o assunto, e num site inglês soube o suficiente para ela mesma tentar a drenagem para me ajudar a livrar daquele perigo que eram as bolsas cheias de "almiscar" envelhecido.

A "operação" foi extremamente dolorosa! Nunca antes tinha sentido tanta dor, ainda mais nas mãos da mamãe. Mas, depois de todo o sofrimento que durou alguns dias (pois a mamãe, com pena de mim, fazia a extração da secreção aos poucos...) eu a perdoei porque aquele incômodo acabou e sabia que ela não me fazia passar por toda aquela dor por maldade.

Então, papais e mamães, se seus bichinhos sofrem de diarréia prolongada, prestem atenção às glândulas adanais dos seus amores. A diarréia em si é um perigo mortal para nós animais, e traz complicações adicionais como desidratação (que também é mortal) e glândulas inchadas (que podem levar à infecção e eventual necessidade de cirurgia de extração das glândulas). E se houver necessidade de drenagem, aconselho que isso seja feita por um vet competente, para que ninguém tenha que passar pela dor que tive de suportar!
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(*) Sobre o almiscar animal: Almiscar é "secreção seca obtida dolorosamente dos órgãos genitais do cervo almiscareiro, castor, rato silvestre e outros. Gatos selvagens são capturados e mantidos em gaiolas em condições horríveis e são chicoteados ao redor dos genitais para produzir o odor. Castores são pegos em armadilhas, cervos são caçados com tiros. Usado na fabricação de perfumes. Alternativas: plantas com odor almiscarado." (Fonte: Guia Vegano) Ou seja, se vcs se importam com o bem estar do seu animalzinho, ajude a proteger também os irmãos selvagens que estão em perigo de extinção por caprichos dos humanos desumanos!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

A Cor dos Olhos

De que cor são os seus olhos, miaumiguinhos? Os meus são... hm, verdes. Isto é, na maior parte do tempo. Ou seja, meus olhos mudam de cor, de verde intenso para amarelo âmbar conforme a hora do dia, o meu humor ou condição física. Acontece o mesmo com vcs?...

A mamãe não se lembra de ter prestado atenção nesse detalhe com seus outros gatinhos, mas acha que se seus olhos mudavam de cor, devia ser pouco ou nada, pois se mudasse tão fortemente como os meus ela teria percebido.

De manhã cedo estou quase sempre com meus olhos bem verdes, intensos; a cor é tão mais pronunciada quanto melhor dormi e descansei, e nada está errado com a minha saúde. Com o passar do tempo a intensidade da cor vai diminuindo e lá pelo meio dia começa a ter tonalidade azulada. E por volta das 3 da tarde, quando tenho a necessidade imperiosa de tirar uma boa soneca, meus olhos estão amarelos. Quando acordo ao anoitecer a cor verde volta, menos intensa do que de manhã mas é nitidamente verde. Para novamente recuperar o amarelo por volta das 10 ou 11 da noite. Se durante esse ciclo, em algum momento eu for assustada ou muito incomodada, a cor amarela volta e a sua intensidade é proporcional ao tamanho do susto ou da raiva. E se estou doentinha, meus olhos não recuperam mais o verde, ficando sempre amarelos, claros ou escuros conforme se sinto um simples incômodo ou muita dor.

Ninguém até hoje soube explicar cientificamente a mudança de cor dos meus olhos, mas meus pais desconfiam que tem a ver com taxa hormonal e outras secreções; uma maior quantidade de adrenalina, por exemplo, deve aumentar a coloração amarela do íris, e ácido láctico ou úrico (que são secretados com cansaço físico) deve também diminuir a coloração verde. Mas mesmo sem saber o motivo real da mudança de cor, meus pais acham maravilhoso esse "fenômeno", pois para saber como eu estou, basta olhar bem nos meus olhos, miau!

Gostaram do meu termômetro de saúde e humor? Peçam a seus pais prestarem atenção na cor dos seus olhos também. Quem sabe, essas alterações, por sutis que sejam, não ajudam os papais humanos a identificarem alguma doença da gente precocemente, né! Prrr! =^.^=
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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Manias com água e comida

Faz tempo que não posto nada, não por falta de assunto mas porque a mamãe tem tido pouco tempo para voltar no blog, e minha saúde voltou a ficar boa, ainda bem!

Mas doenças trazem mudanças de hábito...

Durante toda a minha vida, nunca tinha tentado comer qualquer coisa além da minha ração. No máximo, pedia para chegar perto e sentir o cheiro do que meus pais estavam comendo, mas era só curiosidade acerca do cheiro, nunca siquer dei lambida. Pois, na primeira vez que peguei pancreatite, quando comecei a ficar melhor, resolvi experimentar doce de leite. Uma noite pedi para cheirar, meu pai me estendeu a colher e eu resolvi lamber... e gostei! Como naqueles dias eu ainda estava comendo praticamente nada, meu pai ficou com pena de mim e me dava para lamber a colher (com uma gotinha de doce) toda vez que eu pedia, para fúria da mamãe que acha que doces fazem mal para nós gatos. Bem... papai, para não brigar com ela, parou de me estender a colher, eu fui melhorando de saúde e acabei esquecendo do doce de leite.

No último Natal, fiquei doente de novo, outra vez pancreatite... e dessa vez, eu passei pela convalescência sem "paladares caprichosos". Mas, porém, no entanto...! Agora resolvi que quero tomar água só se estiver escorrendo! Já faz duas semanas que inventei isso, e estou dando baile na mamãe, kkk!

Eu tenho duas vasilhas de água, sempre fresquinha. Mas, há duas semanas atrás, mamãe resolveu lavar essas vasilhas com esponja que tinha restos de sabão. Pra quê?! a vasilha ficou com cheiro de sabão (perceptível somente para faro aguçado de gatos, os humanos têm nariz que não serve de nada, nenão? miaurrr), e a partir daquele dia parei de beber a água nessas vasilhas. Mamãe percebeu que eu não estava bebendo, porque eu insistia em entrar no box do banheiro para lamber o chão logo depois do banho dela. Ela trocou as vasilhas por outras, novas, mas não adiantou, eu criei aversão às vasilhas! E comecei a entrar todo dia dentro do tanque de roupa da lavanderia, tentando alcançar a torneira. E a partir desse dia a mamãe está tendo que me dar água numa jarra que ela inclina sobre um balde, deixando correr filete de água que faz barulho... Prrr! a.d.o.r.e.i. !!! beber água dessa maneira, aparando o filete caindo =^·^= Agora mamãe está tentando bolar uma fonte para mim, pois já não aguenta mais ficar me paparicando toda hora, hihihi :P

A fonte caseira da mamãe vai ter uma jarra suspensa com um caninho bem fininho (tipo sonda) no fundo fechado com pinça ou rolha. Em baixo, uma vasilha grande para recolher a água que cai do caninho (quando esgotar a água da jarra, mamãe recoloca a água da vasilha na jarra). A parte difícil é como abrir a saída da água. A pinça (ou rolha) terá que ser aberta com mola que vai ser acionada quando eu pisar nela. Mas como minha pata é pequena, a mola ficará debaixo de uma tábua grande ao lado da geringonça. Sei lá se a idéia dá certo... mas estou rindo desde agora me imaginando pisar nessa tábua e a jarra e toda água cair e me espantar do lugar! Miaurrrrrrrrrrr :D

Por enquanto, não tenho queixas, estou adorando ganhar essa atenção adicional da mamãe várias vezes ao dia, toda vez que eu peço para ela me dar de beber :) Em compensação, eu tento agradá-la ao máximo comendo super bem! Sempre que ela entra na cozinha, vou junto e como de montão, pois sei que ela fica contente de me ver com apetite!

domingo, 22 de março de 2009

Gatos de Raça ou SRD

Nossa, os meus posts estão cada vez mais espaçados! Preciso cobrar a mãezinha para ser um pouco mais assídua, já que eu ainda não consigo digitar... Quando tento, sai um monte de "dsklffsçljdf..." kkk

Mas, essa ausência se justifica na medida em que voltei a gozar de boa saúde dando um pouco mais de tranquilidade para todos aqui em casa :)

Hoje queria falar sobre os gatinhos de raça e sem, os famosos SRD - "sem raça definida"... (Não sei que gosto têm os humanos de ficar experimentando cruzamentos e seleção genética, sei que existem muitas raças "criadas" ou inventadas por aí, ao lado de várias que têm características próprias de pelagem, tamanho, índole, etc, que determinam uma raça, devido à região onde viveram por muitos e muitos anos sem contato com outros da sua espécie.)

Um dia eu falei que nós gatos somos animais democráticos por excelência. Nós não temos preconceitos, não segregamos nenhum gatinho pela cor, tamanho ou pelo seu preço no mercado de comércio dos animais. Geralmente convivemos bem com outros gatos e até cachorros, respeitando o espaço e território de cada um, e quase não estabelecemos hierarquia entre nós... Como somos independentes, gostamos de, vez por outra, preservar os momentos a sós, momentos de introspecção e recolhimento; outras vezes, porém, adoramos nos socializar, e muitas vezes até fazemos assembléias e reuniões de confraternização! É claro que forasteiros são recebidos com certa reserva no início, principalmente se vivemos com dificuldade alimentar ou escassez de espaço mínimo que cada um de nós requeremos. Mas isso é por pouco tempo, em menos de uma semana, os novatos já são aceitos por todos como se tivessem estado sempre ali. E se houver (muito raramente!) alguma espécie de segregação, certamente o motivo NÃO é a raça do gatinho rejeitado!

Apesar de eu pessoalmente não ter nenhuma experiência em conviver com cães, sei que com eles acontece praticamente o mesmo, pois mamãe jáa teve vários cães e gatos vivendo juntos com ela. Eles estabelecem uma hierarquia mais rígida entre eles e na relação com humanos, mas de resto são super amigáveis e sem preconceitos raciais.

Um dia a mamãe fuçou a net buscando dados sobre a população de animais de estimação no Brasil. Resultado: ela descobriu que nós somos cerca de 14 milhões de gatinhos COM DONO, e sem dados consistentes para população de gatinhos abandonados ou ferais (aqueles que aprenderam a viver sem donos, sendo semi-selvagens), mas devemos ter uma população, no mínimo, igual ou superior a esses milhões com pais humanos. E diariamente há centenas ou até milhares de novos gatos sendo abandonados, sejam de raça ou não!

Infelizmente para a maioria deles, o destino é muito cruel... Na sua grande maioria, os gatinhos abandonados são bebês sem condições de sobreviver por sua conta; outras vezes, as mamães-gatas são abandonadas junto com a sua ninhada, e no seu desespero de arranjar comida são atropeladas ou envenenadas, com o que os bebês morrem de fome. E se sobrevivem, todos eles acabam por procriar mais vezes, aumentando ainda mais a quantidade de gatos sem donos.

Com os cães, a realidade não é diferente, talvez até pior do que a dos gatinhos. A cada época os homens inventam modismos com determinadas raças, e depois não dão conta de cuidar devidamente dos seus animais e, sem a mínima cerimônia, abandonam-nos à sua própria sorte.

Uma minoria insignifcante desses animais abandonados são recolhidos por almas caridosas (voluntários amantes dos animais) ou por "carrocinha". A maioria encontra a morte prematura nas ruas, não sem antes sofrer todo tipo de infortúnios (como se o próprio abandono não fosse suficiente para quebrar-lhes o coração!), tais como atropelamentos, maus tratos, envenenamentos, doenças de toda espécie...

Os poucos que se salvam desse destino pela ação dos protetores ficam à espera de serem adotados por humanos conscientes e "HUMANOS" e às vezes vivem por anos em abrigos ou lares temporários sem conhecer o amor e cuidados que só uma família responsável pode lhes proporcionar.

Eu sou uma SRD, não sei de que raças eram os meus ancestrais, se é que algum deles era de raça definida... Mas garanto que sou uma gatinha extremamente inteligente, amorosa e linda, belíssima! e que tem conseguido ser a felicidade dos meus pais adotivos.

Quando se decide ter um animal de estimação, os futuros papais e mamães adotivos precisam pensar bem sobre o que realmente quer e espera dessa convivência com um ser SENSCIENTE.

Quer um guarda? um companheiro? um(a) babá ou professor para seus filhos?... Mas, acima de tudo, é necessário saber que nós NÃO SOMOS BRINQUEDO, e nem somos ESCRAVOS! Nós somos mais semelhantes aos humanos do que muitos imaginam. Nós sentimos dor e prazer, fome e sede, alegrias e tristezas, medo e felicidade, e temos memória das experiências tanto boas como dolorosas bem como capacidade de raciocínio "concreto" (não abstrato como dos humanos). E somos SUPERIORES AOS HUMANOS num ponto: devotamos o amor eternamente fiel a nossos pais e família!

E, se levar em consideração o que realmente somos, a questão da raça se torna irrelevante, principalmente para um gato (que não é animal para servir de guarda, coisa que requer - aí sim - determinadas características que são mais frequentes em algumas raças caninas).

Então, por favor, gente! Se pensa em adotar um gatinho, ADOTE mesmo, com ou sem raça definida! NÃO COMPRE, pois cada animal comprado é um abandonado que vai morrer em condições desumanas! O verdadeiro amor pelos animais não se compra, não se vende, adquire-se no ato de adotar um animal sem-teto!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Brinquedos de gatos

MInha perna finalmente está desinchada, e praticamente curada :) Já não tenho mais dificuldades para andar e até coço a orelha direita. Ainda não corro, mas dá pra andar bem rapidinho! Acho que o tempo - e a Arnica! - cura tudo, né... (O que não cura, mata?)

O peso ficou estacionado nos 4 kg, mas já estou "massuda", o perfil abissínio ainda presente é já quase uma sombra só. Meu pescoço está mais robusto, e os ossos já são quase imperceptíveis ao toque. A barriga, apesar de ainda chupada, começa a acumular um pouco de gordura, e agora só falta mesmo engrossar as pernas que continuam descarnadas...

A rotina diária está retomada, embora já não tenha tanta vontade de brincar saltando ou correndo, mas é porque as patas ainda estão fracas (e porque já não sou nenhuma criancinha...) Hoje as minhas brincadeiras não passam de alguns petelecos nas bolinhas de papel que meus pais jogam para mim, e também esconde-esconde (fico tocaiando atrás da quina da parede ou da porta tentando alcançar a pena que mamãe mexe na minha direção) mas já não me concentro tanto... Antigamente, eu adorava brincar saltando e correndo pra lá e pra cá, de pega-pega, esconde-esconde e simulando ataques surpresas. Uma das artes era correr pela casa toda somente com as patas traseiras "carregando" com as patas dianteiras uma bolinha de papel. Pena que meus pais não têm filmadora nem máquina fotográfica digital, pois essa de correr feito humanos, dizem, é coisa rara (mamãe diz que nenhum gatinho que ela já teve fez isso com a minha maestria, miau!...) e não há registro dessa minha proeza. Mas, por outro lado, mamãe viu um video no youtube um gatinho correndo com as patas dianteiras somente, com patas traseiras levantadas no ar! Nossa... como foi que esse gatinho conseguiu isso?!

Falando em brincar, sabiam que nós gatos não temos nenhum luxo com brinquedos? Nossos melhores brinquedos são bolinha de papel amassado, caixa de papelão, sacos de supermercado, tampa de caneta e outros objetos pequenos e leves. Caixa de papelão é fantástica, pra gente entrar e brincar de esconder, sacos de supermercado também, mas cuidado! esses só com supervisão de humanos, pois é perigoso se a gente se enrolar e não conseguir se livrar, pode asfixiar. Ah, e varinhas com barbante e uma pena ou outro objeto na ponta também é muito legal, mamãe tem uma bolinha de papel amarrada num barbante que joga pra mim e puxa ou arrasta pelo chão... eita, caçada boa! não resisto dar botes na bolinha tentando pegar:)

No começo, papai me trazia brinquedos comprados, como ratinho de borracha cor-de-rosa, bola com sininho dentro, peteca, etc... Nunca gostei de nada disso. Brinquei algumas vezes com a bola e com a peteca, mas do ratinho nunca nem quis saber, frustrando pobre papai, prrr. Também não somos como cachorros que gostam de roer ossinhos, desses courinhos que vendem nos mercados e pet shops. O único "brinquedo" comprado ou construído que muitos gostam é o arranhador, embora eu particularmente deteste, prefiro o meu tapetinho para afiar as unhas!

Outra coisa que alguns papais montam para seus gatinhos é o chamado "cat walk". São uma série de tábuas fixadas nas paredes como escadas que sobem e descem, com túneis em algumas e outras mais largas para a gente deitar e descansar. Ah, se papai tivesse montado um pra mim, eu teria certamente adorado! Gatos gostam de lugares altos para observar o mundo, e eu não sou exceção :)

Uma coisa que alguns papais gostam de colocar nos seus gatinhos é fita ou coleira no pescoço. Tome muito cuidado com isso, tá? Se algo no pescoço se enroscar em alguma coisa, o gatinho pode se debater para se safar e acabar enforcado!!! Evite "enfeitar" o seu gatinho; como disse, não temos luxo algum e essas vaidades menos ainda. Se for para usar coleira, escolha uma que tenha elástico. E para identificar um animal de estimação, prefira o implante de microchip, que aliás já é obrigatótio por lei em vários lugares (acho que vai ser a nível nacional em breve).

Então... por hoje é só. Até a próxima, miaumiguinhos! prrr!

terça-feira, 3 de março de 2009

Telas de proteção para salvar seus amores

Neste final de semana tivemos notícia trágica sobre um gatinho. Ele era "filho único" muito amado, castrado desde bebê e só tinha 2 anos. Era criado numa casa com bom quintal, muito dócil e brincalhão, e nunca tinha tentado sair.

Por sua personalidade, ninguém imaginou que um dia ele tentaria se aventurar fora de casa... então ele tinha livre acesso ao quintal onde os muros não foram aumentados nem receberam rede de proteção.

Pois, na última sexta-feira de noite, ele viu um caixote junto ao muro e resolveu usá-lo como degrau para subir no muro, e do muro pulou para o mundo.

Sábado ele voltou... ou melhor, foi encontrado moribundo no quarteirão da sua casa. Foi levado às pressas para uma clínica veterinária, mas o pobrezinho não resistiu, ele faleceu depois de meia hora de tentativas para reanimá-lo. Causa da morte: envenenamento. Ele deve ter ingerido algum veneno contra ratos, à disposição dos roedores, ou até mesmo colocado visando matar os próprios gatos. (Poderia também o miaumiguinho ter sido atropelado, contraído doenças ou ter sido vítima da crueldade humana nas suas mais diversas formas de machucá-lo... veja o link abaixo). A família que o perdeu está de luto, e uma criança está com febre, doente de tristeza.

Então, venho alertar todos os pais adotivos dos bichaninhos: IMPEÇAM os seus gatinhos de terem acesso à rua! É muito melhor prevenir do que tentar remediar, que nem sempre é possível, ok?

Se moram numa casa, confinem os seus gatos no interior da casa, e tele todas as janelas. As telas de proteção são as mesmas usadas para proteger crianças, com pequena diferença no espaçamento entre os pinos de fixação: eles devem ter distância menor, uns 15 cm entre um e outro, para evitar que os gatinhos passem entre eles. Caso não possa impedir os seus animais de saírem para o quintal, nesse caso aumente a altura dos muros para bem mais que 2 m e nem plante árvores e arbustos próximo, para que não sirvam de trampolim para salto no escuro, em direção a muito perigo. Ou, para melhor garantia, coloque telas sobre o muro, fixando-as inclinadas para dentro. Os modelos, dimensões e dicas de como instalar, vcs podem ver neste link. E, do mesmo site (MOPI Bichos) leiam também o excelente artigo "Gatos que não têm acesso à rua vivem mais e melhor".

E, evidentemente, se vc mora num apartamento, as telas de proteção nas janelas são item OBRIGATÓRIO no "enxoval" do novo membro da família, pois o que há de gatinhos caindo das janelas e morrendo ou ficando para sempre aleijados não é brincadeira! Eu mesma caí duas vezes da janela do apartamento na primeira semana que cheguei aqui. A minha sorte é que moramos no 1º andar e ainda havia uma moto bem debaixo da janela... Se hoje posso me vangloriar de ter 10 anos de muita felicidade e sem outros acidentes, é graças a essa despesa que meus pais tiveram no início para cuidar da minha segurança, telando todas as janelas e a varanda também.

Por amor a seus bichinhos, tomem essa providência básica. A despesa não é tão elevada que custe mais que a vida dos seus gatinhos, e a sua segurança será recompensada por muitos e muitos anos de convivência saudável e feliz.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Recuperando o peso e o bom humor

Hehehe! A comilança dos últimos dias está fazendo efeito. Hoje papai me levou até o petshop para me pesar e - pasmem! - já cheguei a 4,000 kg de novo! Apesar de ainda manter a silueta de um gato abissínio, os ossos das costas estão "sumindo" ao toque, assim como as costelas já mal dão para se notar. As pernas ainda estão bem magras, "encovadas", mas é talvez porque já não faço mais exercícios como antigamente devido à dor que ainda persiste. Mas a mamãe já está pensando em algum "trabalho forçado" pra mim, ai ai...

O mais importante para mim e para meus pais é que a boa saúde me faz ficar alegre e brincalhona outra vez, vivo "tombando" aos pés dos meus pais, e não me furto a muitos beijinhos que - desde que cheguei nesta casa - adoro distruibuir. Aliás, essas duas gracinhas são a minha especialidade e estando com saúde (quase) nunca deixo de atender quando meus pais me pedem. Ah! e tem mais uma, eu converso com meus pais piscando um olho pra eles em sinal de que estou entendendo o que me dizem.

Essa de piscar o olho para eles, minha mãe demorou quase um ano até se convencer que era totalmente proposital da minha parte. Ela me conta que eu sou a primeira de um monte de gatos que ela já teve que pisca o olho intencionalmente. Beijinhos e tombos aos pés, ela diz que já teve outros que faziam também, mas piscar o olho enquanto conversamos? eu sou a primeira e única! que legal, né?

Bom, mas não sou tão excepcional, pois apesar de tentar, até hoje não consegui abrir uma porta. Dos armários, sim, mas dos quartos é muito difícil... a maçaneta é alta e eu não sou tão grande nem tão pesada como Maine Coon. Também nunca aprendi a dar descarga na privada, mas isso é porque o botão de descarga tem mola muito forte. Duvido que mesmo um Maine Coon consiga apertar aquele botão. Agora, adoro ver o remoinho da água fluindo no vaso! Apesar do perigo de levar um banho, subo no assento para ver a água correr, e peço a meus pais darem um monte de descargas só para me agradar!

Falando em banho... dou graças por não ter pelos longos como persas. Logo no começo, meu pai queria me dar banho mas mamãe não quis, alegando que nós gatos nos lavamos sempre lambendo o corpo todo. E depois de alguns meses meu pai se convenceu disso ao observar o meu pelo branco sempre imaculadamente branco. E olha que meu peito e barriga têm pelo fofo e mais longo que nas costas. Quando fiquei doente no ano retrasado, meus pelos ficaram sujos e manchados em vários lugares. No peito e nas patas dianteiras as manchas dos remédios e sangue, e algumas vezes a diarréia sujou as minhas ancas e pernas. Por eu estar debilitada fui poupada do banho por inteiro, a limpeza foi feita com pano úmido e shampoo antisséptico nos lugares sujos. E depois desses anos todos (logo logo estarei completando 11 anos) mesmo sendo tão boazinha, acho que não suportaria a experiência de um banho...!

Esta semana comecei a tomar o segundo frasco de Arnica; são 3 ao todo que terei de tomar. O frasco do suplemento vitamínico também já acabou, mas este parece que não vou continuar tomando. Assim, meus remédios são atualmente: duas doses de Arnica ao dia e Malt Paste uma vez por semana.

É isso por hoje, miaumiguinhos! Até a próxima, prrr!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Escovação de dentes

Afffzzz! a mamãe me abandonou...! Todo começo de ano é assim, ela se liga no futebol e "me esquece". Eu sei que é por eu estar cada dia melhor, mas gente! eu quero a atenção dela de volta! devo ficar doente de novo?!

Mas, então... estou indo bem na recuperação! Minha constipação praticamente acabou, estou tendo que engolir o Malt Paste só uma vez por semana, por prevenção. Meu apetite está também quase normal, e além disso, só para agradar a mamãe, me esforço para comer mais do que o normal quando ela está por perto e me observa comendo. Ai, o que a gente não faz para agradar as mãezinhas, nenão? prrr!

A única coisa que ainda não melhorou tudo é a perna, mas ela também vem apresentando melhora. Continuo mancando, mas o inchaço deu uma boa cedida, já consigo pular sobre a máquina de lavar roupa e sobre o videocassete onde gosto de tirar uma soneca na parte da tarde. Só não tenho pulado no peitoril da sacada, mas é por que a mamãe mantém o vitrô fechado. É que na sacada tem um pinheirinho com gravetos perigosos se eu engolir, e ela está traumatizada por que uma vez eu vomitei um desses e quase perfurei o esófago com ele.

Ah! e tem uma novidade pra contar aqui. Quando fiquei bem doentinha no Natal, mamãe parou de escovar os meus dentes. Pois, agora que estou melhor, ela voltou com essa prática de higiene, escovando os meus dentes dia sim, dia não. Para uma gatinha que passou toda a vida sem escovar os dentes, imaginem o sacrifício que tenho de fazer agora deixando que me enfiem a escova na boca!

Mas é que no ano passado, acho que era junho ou julho, eu fiquei com muita dor de dente e parei de comer. Mamãe descobriu num pré molar uma estria preta de cárie, e eu tive que passar por uma limpeza de tártaro, com anestesia geral. Depois da "cirurgia" a vet aconselhou que eu limpasse os dentes regularmente. Mas falaram que essa limpeza seria com dedos e gaze molhada com água filtrada... Mamãe se escandalizou por causa da disparidade de tamanho entre a minha boca pequena e grossura dos dedos humanos. E lá foi mamãe fazer pesquisa (como sempre, rsrsrs!) e descobriu a escova bitufo, própria para escovação de dentes humanos usando aparelho corretivo, e também uma pasta dental própria para animais (cães e gatos). Armada com esses apetrechos, uma noite ela me pegou no colo e experimentou. É claro que eu fiquei meio assustada, tentei fugir. Porém, como mamãe é super hiper insistente e carinhosa e eu super hiper cooperativa... acabamos entrando em acordo, e eu permiti que me escovassem os dentes algumas vezes por semana.

Aí, quando parei novamente de comer no Natal, mamãe desconfiou que a pasta poderia estar fazendo mal, e parou com a escovação. E eu pensei aliviada que dessa prática estava livre. Ha, ledo engano! Bastou ficar boa, vem mamãe com a escova de dente outra vez!

Bem, mas quem sabe, se eu tivesse sido treinada desde cedo com a escova, talvez hoje não fosse incômodo. Já ouvi falar de gatinhos que "pedem" a escovação diária! E entre escova e dor de dente... gente, não há do que reclamar, pois a dor de dente é horrível, como deve ser para humanos também! Meu conselho para os papais e mamães de gatinhos é que acostume os seus bichaninhos desde cedo com essa prática. Na velhice vocês vão sentir a diferença entre um gatinho de boca saudável e outro com dentes em petição de miséria...

E outra dica: se seu animalzinho de estimação (cão ou gato) parar de comer ou parecer assustado com a comida, verifique a boca dele se não tem muito tártaro acumulado, a falta de apetite pode ser devido à dor de dente.

E como a prevenção é o melhor remédio, além da escovação frequente, ofereça sempre ração SECA de boa qualidade, pois a seca contribui para limpar os dentes naturalmente pelo atrito sobre os dentes na mastigação.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Democracia é a nossa natureza!

Este "diário" parece que virou "semanário", não sei se isso é bom ou mau sinal. Seria bom se pensar que a minha saúde não está piorando, mas não é tão bom assim quando se pensa que ela não está se recuperando com a rapidez desejada. Mas, enfim, tenhamos paciência =^.^=

Só para não ficar em branco, quero informar que recuperei alguns gramas do peso, devo estar pesando perto de 3,800 kg outra vez. Semana que vem, papai me leva no pet shop onde tem balança para me pesar. O apetite está quase normal também, e por isso parei de tomar o estimulante, que maravilha! Só continuo com a Arnica, as vitaminas e com Malt Paste, que essa pasta está sendo indispensável para mim.

O inchaço da perna diminuiu pouco, mas diminuiu. Apesar de continuar doendo se me tocam a região, e apesar de mancar bem feio ainda, ontem a mamãe me flagrou tentando pular sobre a máquina de lavar roupa. Após algumas tentativas fracassadas, acabei pedindo a ajuda da mamãe, mas ela não me colocou lá, fingiu que não entendeu o meu pedido... que chata, fzzz. Hoje, tento novamente, e ela vai ver só, eu vou conseguir subir!

Falando em comunicação, nós gatos desenvolvemos uma linguagem muito rica para poder comunicar com os humanos. Usamos entonações de miados, ronrons, chiados e outras vocalizações extremamente complexas e completas para nos fazermos entendidos pelos humanos. Isso fora a linguagem corporal. Acho que essa habilidade é um dos pontos fortes da nossa espécie, os humanos que nos observam sem preconceitos quase sempre ficam encantados e cativados por nós, hehe. Juntando a isso a nossa personalidade forte e muito individual, tornamo-nos seres únicos para os nossos pais adotivos que não raras vezes afirmam categoricamente que o seu bichano é um filho "de verdade" e que é o mais inteligente, ou engraçado ou amoroso dos gatos.

Comparando cães e gatos enquanto animais de estimação, acho que nós gatos somos bichos mais adequados a humanos "democráticos" enquanto que os cães satisfazem mais as pessoas com tendência "militar", hierarquizada. Isso porque nós gatos não estabelecemos hierarquia nem entre nós nem em relação a outros animais. Já a natureza dos cães os fazem viver em matilhas com cão alfa e seus subordinados; e seus donos fazem esse papel de cão alfa (líder) a quem devem obediência e submissão. Nós defendemos "com unhas e dentes" a nossa independência e liberdade, oferecemos e recebemos amor em termos de absoluta igualdade de direito à vida e ao respeito. É que nossa natureza é "democrática", consideramos os humanos nossos "iguais" e não nossos superiores. Por isso, ao contrário dos cães, nós gatos dificilmente atendemos à uma ordem, mesmo sabendo exatamente o que os humanos querem que nós façamos. Obedecer a uma ordem é uma demonstração do amor que temos pelos pais e irmãos humanos e é um gesto de "concessão", nunca de submissão. Eu, por exemplo, conheço vários comandos e obedeço alguns deles quase sempre, outros só de vez em quando. Mas, se me pegam num momento que só quero sossego, não há Cristo que me faça obedecer.

Meus pais já tiveram muitos cães no passado, e minha mãe teve muitos gatos também. Então, acho que devo me considerar uma gatinha de sorte, porque meus pais compreendem o meu jeito de ser e não forçam a barra comigo. Mas eles têm a contrapartida, pois eu sou a gatinha mais "obediente" e cooperativa deste mundo!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Ainda a constipação...

Depois de uma semana "sendo observada" por meus pais, não tenho muitas novidades boas para contar. A constipação voltou, não estou evacuando... A barriga está dura outra vez, e voltei a tomar Malt Paste, (A mamãe tinha suspendido esses dias.) Continuo magrinha, minhas pernas, tanto as traseiras como as dianteiras, estão "encovadas", demarcando as estrias musculares, o que é característico da ausência de gordura. A barriga está chupada apesar da constipação, e no toque dá para contar cada osso das minhas vértebras... A perna traseira direita continua inchada, e continuo mancando, sem forças para pular ou correr. Ando torta e devagar como se fosse uma velhinha! Até disseram ontem que de "fofinha" não tenho mais nada...

Apesar disso, estou com humor razoável, voltei a fazer as antigas gracinhas para meus pais, tipo rolar de barriga para cima nos pés deles, ou piscar um olho quando eles conversam comigo. Sou uma guerreira como todos os gatos são, e se existe algo que nós gatos não temos é auto-piedade. Se não há dor, pra que ficar lamentando?! Tem-se que viver da melhor maneira possível, haja o que houver, enquanto puder.

Hoje mamãe me colocou sobre o peitoril da varanda para eu apreciar a nova paisagem. É que no terreno que dá os fundos para o apartamento começaram a construir uma casa. Até alguns meses atrás esse terreno fazia parte do quintal da casa ao lado onde morava um casal com vários cachorros. Era um casal de beagles, um jovem filho desse casal, um poodle e um fila brasileiro. Eu vi quando a fêmea de beagle deu à luz a ninhada :) Depois de algum tempo, todos os filhotes foram vendidos (ou adotados) e sobrou apenas um, o mais dócil e gentil de todos eles. No início (quando a família se mudou para essa casa) eu costumava subir sozinha no peitoril para ficar observando esses cachorros. Eles me observavam de volta, e latiam para mim até se acostumarem com a minha presença. Talvez por isso eu nunca tive medo de cachorros, embora conviver com eles não me pareça uma boa idéia. É que sou um tantinho ciumenta, sabe?... Devido ao barulho diferente, eu já sabia que algo estava acontecendo na vizinhança, mas como fiquei doente não tinha visto ainda a obra que começara. E não gostei do que vi... um monte de operários falando alto e fazendo muito barulho, o terreno havia perdido todo o gramado e árvores que abrigavam passarinhos. No seu lugar havia um imenso chão de cimento sendo separado por muros de blocos o que vão ser os cômodos. E o cheiro do cimento me deu náusea. Não fiquei mais que 10 minutos, pedi à mamãe me tirar de lá. Por "prêmio de consolação" ganhei um pratinho de filé de frango desfiado, Apesar de que voltei a comer razoavelmente bem, com essa constipação meu apetite voltou a ficar comprometido... acabei deixando metade do quitute no pratinho. Mais tarde, se conseguir evacuar ainda hoje, termino de comer o petisco.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Considerações sobre diagnóstico e medicação

Estou quase normal :) Hoje resolvi dar uma geral na minha pelagem, e passei praticamente toda a manhã tomando banho de língua. É que me descuidei durante esse tempo todo, quase não me limpei, então o pelo ficou meio sujinho com aspecto feio. E se existe algo que eu odeio é parecer uma gatinha desleixada! Fiquei tão absorta na tarefa de me lamber que nem dei muita bola para meus pais que, engraçado!, ficaram muito contentes com o meu descaso com eles, kkk.

Comecei a comer melhor também. Caramba! eu pesava mais de 5 kg até 2 anos atrás, 3,600 é muito pouco para meu tamanho! O cocô está mais firme também, e a coloração deu uma boa clareada. (Daí, a mamãe acha que era sangue mesmo... porque nada mudou na minha dieta nesses dias.)

Quanto a perna, nada de melhorar. É horrível ter que andar mancando, e não poder subir nos móveis, pois dói muito e falta força para impulso...

Ontem, quando meu pai foi me dar a Arnica, eu tentei fugir da seringa (sinal que estou melhorando!) Daí, os dois começaram a conversar e mamãe disse que leu numa tese de mestrado de uma veterinária sobre tratamentos para a pancreatite, e que para essa doença há muita controvérsia sobre antibioticoterapia. Mamãe é meio naturalista e super paranóica com excesso de remédios alopáticos... Mas, pensando bem, talvez ela tenha razão. Esta é a segunda vez que fico mal, mas sempre que a vet começa com medicações mil, eu fico pior.

Lembro-me que, da primeira vez, eu quase morri depois que comecei a tomar nada mais nada menos que 5 antibióticos mais estimulante de apetite. Quando fui levada à clínica na primeira consulta, eu ainda comia. Depois que comecei a tomar os remédios parei de comer, sendo alimentada à força, além da sessão diária de soro na clínica. Aí, depois de uma semana, uma noite vomitei tudo que me haviam dado, e me escondi na minha caminha-igloo, e de lá não saí mais nem para ir ao banheiro, me bateu uma letargia sem tamanho. Quase tive lipidose, pois fiquei dois dias me recusando a sair da minha toca. Esse expediente me custou mais uma internação de 10 dias, longe de meus pais e alimentação via sonda, até que mamãe exigiu a minha volta, com promessa de me levar todo dia para a clínica. Desta vez aconteceu algo semelhante: depois de alguns dias indo para clínica todo dia para tomar soro e injeções de anti-inflamatório, uma noite vomitei tudo e me escondi debaixo da coberta de meu pai. Será que não é remédio errado que andaram me dando?...

Bem, parece que o que eu tenho é mesmo pancreatite recidivante. Mas segundo vários artigos que mamãe andou lendo na net, somente o exame de ultrassom não basta para fechar o diagnóstico, falta fazer exame de sangue. Na primeira vez, quando o US mostrou meu pâncreas com quase o dobro do tamanho normal, fizeram hemograma convencional além de teste de ELISA (para excluir a possibilidade de estar com leucemia e ou aids, ambas doenças incuráveis, de difícil tratamento e geralmente fatais...) Desta vez nem isso, a vet se baseou exclusivamente na ultrassonografia que mostrou estar o meu pâncreas ligeriamente inchado. E esses artigos falam muito de medicar com suplemento enzimático para auxiliar na digestão, mas sobre esse assunto a vet continua a desconversar...

Ah, outra coisa que mamãe aprendeu é diminuir o teor de gordura da alimentação. Será que a "comidinha gostosa" vai perder o sabor?!

De qualquer modo, estamos contentes por que agora a medicação principal é homeopática. E agora que me sinto melhor, só falta mesmo é recuperar o peso e melhorar da perna para voltar a aprontar as minhas artes, hihihi.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Sem mais antibióticos!

Finalmente, e devagarzinho, a minha saúde parece começar a melhorar. Na verdade - e meus pais são a testemunha viva do que digo - foi só eu saber que não precisava mais voltar à clínica tomar injeções, que comecei a reagir, acreditem se quiserem.

Voltei pra lá na quarta feira (dia 16) quando fui examinada e meu pai recebeu a notícia de que já não precisava mais de injeções e nem de antibióticos. Estou pesando 3,600 kg (200g a menos que na última vez, mas a vet acha normal...), ela também assegurou que a cor das fezes não é devida ao sangue, mas provavelmente pela mudança da dieta. Quanto à minha perna, ela admite que pegou algum nervo na hora da injeção, e que possivelmente eu demore mais uns 3 meses até recuperar o movimento normal. Papai é uma pessoa muito doce e "paga" para não discutir, então "deixou pra lá" mas a mamãe está inconformada. Afinal, antes era só 3 dias para sarar, depois mudou para uma semana, e agora 3 meses?! E continua doendo, pôxa! tenho um inchaço enorme na parte superior do cotovelo da pata que deus nos acuda se tocarem!

Chegando em casa, mamãe (ela não foi comigo) conversou comigo, explicou que de remédios só vou continuar com o estimulante de apetite e vitaminas, e que começarei a tomar remédio homeopático contra inflamações e que serve tanto para pancreatite como para minha pata. É a Arnica em glóbulos, dissolvida em água, para tomar duas vezes ao dia por 3 meses.

Nós gatos somos muito inteligentes, entendemos o que os humanos falam (principalmente se forem nossos pais) mais do que eles imaginam. Já dei mil provas do quanto compreendo o que me dizem, que mamãe já acha muito natural ficar conversando comigo, explicando as coisas para mim. Por exemplo: voltei a comer por minha conta, mas muito pouco ainda; aí, mamãe fica comigo enquanto belisco a comida e fica me dizendo que tenho de comer mais. Eu olho para ela, vejo se ela ficou satisfeita com o meu apetite, e se ela pedir para comer mais, eu como mesmo sem vontade, até ela me dispensar. Quando mamãe abre a geladeira, eu adivinho se ela vai tirar a comidinha gostosa ou Malt Paste. Se for comidinha, eu começo a miar, e se for Malt Paste, antes mesmo de ela pegar no tubo, eu já me escondi debaixo da mesa.

Falando em Malt Paste, estou tomando aquela pasta horrorosa dia sim dia não. Dizem que tem sabor gostoso para gatos, mas é conversa fiada, eu detesto! Mas, tenho que admitir, estou conseguindo evacuar quase normalmente outra vez. Pelo menos consigo ir à caixinha uma vez ao dia (sem muito horário ainda...) e a consistência está melhorando, cilindrinho quase formado. A ração estou comendo o Intense Hairball misturado ao tradicional Mature S/O, ambos da Royal Canin.

Ainda ando meio estressada e sinto bastante dor, então não retomei todos os meus hábitos como subir em lugares altos ou cochilar em cima do videocassete, mas já voltei a chamar a mamãe quando ela se isola no computador. (Eu realmente deteeesto ver meus pais em cômodos separados quando ambos estão em casa, eles têm que estar sempre juntinhos, ou eu não dou sossego!) E também voltei a ficar de plantão na porta do banheiro enquanto eles tomam banho. É que fico muito preocupada com barulho de água... Será que eles não podem tomar banho simplesmente se lambendo?!

Bom, é isso =^.^= Miau e lambeijins prrrucêis!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Constipação [2]

Recapitulando o histórico da constipação:

Sábado, 3 de janeiro e segunda, dia 5 de madrugada - fiz cocô pastoso muito escuro;
De segunda até sábado, dia 10 não evacuei mais;
Domingo, 11 de janeiro (madrugada) - fiz cocô pastoso (sem forma) mas cor quase normal;
Segunda, dia 12: de manhã, na hora do almoço e à tarde evacuei quantidades pequenas de cada vez, quase formada, mas com coloração super escura.

Nesta semana, a minha dieta era filé de frango desfiado e ração amolecida no caldo, empurrado às colheradas pela mamãe.

A partir da sexta, dia 9, mamãe começou a me dar carne bovina desfiada (músculo cozido na pressão); e no sábado cheguei a comer um pouco por vontade própria;

Ontem, domingo, estive mais animada, até voltei a comer ração seca sem ajuda de ninguém.

Desde quarta feira, dia 7 estou tomando Malt Paste todo dia (porção generosa) e de sexta a domingo tomei também uma colher de café de azeite todo dia. O azeite foi suspenso hoje (segunda, dia 12.)

Dúvida: por que a coloração do cocô está tão escura? Seria carne bovina? ou sangue? Para tirar a dúvida sobre a carne, mamãe voltou hoje com filé de frango. E se for sangue, qual possível causa desse sangramento? Eu estou totalmente desverminada, então vermes não pode ser; estou tomando dois antibióticos todo dia desde dia 30 de dezembro numa dosagem enorme, então infecção bacteriana também não deve ser. Restam duas hipóteses: ou estou com ferimento na parede do intestino ou é uma virose não coberta pela vacina quádrupla. Seria PIF (peritonite infecciosa felina)?! Hm, mas não tenho icterícia, meu nariz continua rosinho e o resto também...

Bom, tenho a consulta de retorno marcada para próxima quarta feira, vamos aguardar o que a vet tem a me dizer. De qualquer modo, hoje não estou bem... Toda a animação de ontem sumiu, sinto dor o que me faz gemer ocasionalmente. Voltei a fugir do colo de meus pais, e até a perna ficou parecendo pior. Também parei de comer e beber água espontaneamente, dando trabalho pra minha mãe.

Eita saúde complicada! *aff-prrr*