quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Ainda a constipação...

Depois de uma semana "sendo observada" por meus pais, não tenho muitas novidades boas para contar. A constipação voltou, não estou evacuando... A barriga está dura outra vez, e voltei a tomar Malt Paste, (A mamãe tinha suspendido esses dias.) Continuo magrinha, minhas pernas, tanto as traseiras como as dianteiras, estão "encovadas", demarcando as estrias musculares, o que é característico da ausência de gordura. A barriga está chupada apesar da constipação, e no toque dá para contar cada osso das minhas vértebras... A perna traseira direita continua inchada, e continuo mancando, sem forças para pular ou correr. Ando torta e devagar como se fosse uma velhinha! Até disseram ontem que de "fofinha" não tenho mais nada...

Apesar disso, estou com humor razoável, voltei a fazer as antigas gracinhas para meus pais, tipo rolar de barriga para cima nos pés deles, ou piscar um olho quando eles conversam comigo. Sou uma guerreira como todos os gatos são, e se existe algo que nós gatos não temos é auto-piedade. Se não há dor, pra que ficar lamentando?! Tem-se que viver da melhor maneira possível, haja o que houver, enquanto puder.

Hoje mamãe me colocou sobre o peitoril da varanda para eu apreciar a nova paisagem. É que no terreno que dá os fundos para o apartamento começaram a construir uma casa. Até alguns meses atrás esse terreno fazia parte do quintal da casa ao lado onde morava um casal com vários cachorros. Era um casal de beagles, um jovem filho desse casal, um poodle e um fila brasileiro. Eu vi quando a fêmea de beagle deu à luz a ninhada :) Depois de algum tempo, todos os filhotes foram vendidos (ou adotados) e sobrou apenas um, o mais dócil e gentil de todos eles. No início (quando a família se mudou para essa casa) eu costumava subir sozinha no peitoril para ficar observando esses cachorros. Eles me observavam de volta, e latiam para mim até se acostumarem com a minha presença. Talvez por isso eu nunca tive medo de cachorros, embora conviver com eles não me pareça uma boa idéia. É que sou um tantinho ciumenta, sabe?... Devido ao barulho diferente, eu já sabia que algo estava acontecendo na vizinhança, mas como fiquei doente não tinha visto ainda a obra que começara. E não gostei do que vi... um monte de operários falando alto e fazendo muito barulho, o terreno havia perdido todo o gramado e árvores que abrigavam passarinhos. No seu lugar havia um imenso chão de cimento sendo separado por muros de blocos o que vão ser os cômodos. E o cheiro do cimento me deu náusea. Não fiquei mais que 10 minutos, pedi à mamãe me tirar de lá. Por "prêmio de consolação" ganhei um pratinho de filé de frango desfiado, Apesar de que voltei a comer razoavelmente bem, com essa constipação meu apetite voltou a ficar comprometido... acabei deixando metade do quitute no pratinho. Mais tarde, se conseguir evacuar ainda hoje, termino de comer o petisco.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Considerações sobre diagnóstico e medicação

Estou quase normal :) Hoje resolvi dar uma geral na minha pelagem, e passei praticamente toda a manhã tomando banho de língua. É que me descuidei durante esse tempo todo, quase não me limpei, então o pelo ficou meio sujinho com aspecto feio. E se existe algo que eu odeio é parecer uma gatinha desleixada! Fiquei tão absorta na tarefa de me lamber que nem dei muita bola para meus pais que, engraçado!, ficaram muito contentes com o meu descaso com eles, kkk.

Comecei a comer melhor também. Caramba! eu pesava mais de 5 kg até 2 anos atrás, 3,600 é muito pouco para meu tamanho! O cocô está mais firme também, e a coloração deu uma boa clareada. (Daí, a mamãe acha que era sangue mesmo... porque nada mudou na minha dieta nesses dias.)

Quanto a perna, nada de melhorar. É horrível ter que andar mancando, e não poder subir nos móveis, pois dói muito e falta força para impulso...

Ontem, quando meu pai foi me dar a Arnica, eu tentei fugir da seringa (sinal que estou melhorando!) Daí, os dois começaram a conversar e mamãe disse que leu numa tese de mestrado de uma veterinária sobre tratamentos para a pancreatite, e que para essa doença há muita controvérsia sobre antibioticoterapia. Mamãe é meio naturalista e super paranóica com excesso de remédios alopáticos... Mas, pensando bem, talvez ela tenha razão. Esta é a segunda vez que fico mal, mas sempre que a vet começa com medicações mil, eu fico pior.

Lembro-me que, da primeira vez, eu quase morri depois que comecei a tomar nada mais nada menos que 5 antibióticos mais estimulante de apetite. Quando fui levada à clínica na primeira consulta, eu ainda comia. Depois que comecei a tomar os remédios parei de comer, sendo alimentada à força, além da sessão diária de soro na clínica. Aí, depois de uma semana, uma noite vomitei tudo que me haviam dado, e me escondi na minha caminha-igloo, e de lá não saí mais nem para ir ao banheiro, me bateu uma letargia sem tamanho. Quase tive lipidose, pois fiquei dois dias me recusando a sair da minha toca. Esse expediente me custou mais uma internação de 10 dias, longe de meus pais e alimentação via sonda, até que mamãe exigiu a minha volta, com promessa de me levar todo dia para a clínica. Desta vez aconteceu algo semelhante: depois de alguns dias indo para clínica todo dia para tomar soro e injeções de anti-inflamatório, uma noite vomitei tudo e me escondi debaixo da coberta de meu pai. Será que não é remédio errado que andaram me dando?...

Bem, parece que o que eu tenho é mesmo pancreatite recidivante. Mas segundo vários artigos que mamãe andou lendo na net, somente o exame de ultrassom não basta para fechar o diagnóstico, falta fazer exame de sangue. Na primeira vez, quando o US mostrou meu pâncreas com quase o dobro do tamanho normal, fizeram hemograma convencional além de teste de ELISA (para excluir a possibilidade de estar com leucemia e ou aids, ambas doenças incuráveis, de difícil tratamento e geralmente fatais...) Desta vez nem isso, a vet se baseou exclusivamente na ultrassonografia que mostrou estar o meu pâncreas ligeriamente inchado. E esses artigos falam muito de medicar com suplemento enzimático para auxiliar na digestão, mas sobre esse assunto a vet continua a desconversar...

Ah, outra coisa que mamãe aprendeu é diminuir o teor de gordura da alimentação. Será que a "comidinha gostosa" vai perder o sabor?!

De qualquer modo, estamos contentes por que agora a medicação principal é homeopática. E agora que me sinto melhor, só falta mesmo é recuperar o peso e melhorar da perna para voltar a aprontar as minhas artes, hihihi.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Sem mais antibióticos!

Finalmente, e devagarzinho, a minha saúde parece começar a melhorar. Na verdade - e meus pais são a testemunha viva do que digo - foi só eu saber que não precisava mais voltar à clínica tomar injeções, que comecei a reagir, acreditem se quiserem.

Voltei pra lá na quarta feira (dia 16) quando fui examinada e meu pai recebeu a notícia de que já não precisava mais de injeções e nem de antibióticos. Estou pesando 3,600 kg (200g a menos que na última vez, mas a vet acha normal...), ela também assegurou que a cor das fezes não é devida ao sangue, mas provavelmente pela mudança da dieta. Quanto à minha perna, ela admite que pegou algum nervo na hora da injeção, e que possivelmente eu demore mais uns 3 meses até recuperar o movimento normal. Papai é uma pessoa muito doce e "paga" para não discutir, então "deixou pra lá" mas a mamãe está inconformada. Afinal, antes era só 3 dias para sarar, depois mudou para uma semana, e agora 3 meses?! E continua doendo, pôxa! tenho um inchaço enorme na parte superior do cotovelo da pata que deus nos acuda se tocarem!

Chegando em casa, mamãe (ela não foi comigo) conversou comigo, explicou que de remédios só vou continuar com o estimulante de apetite e vitaminas, e que começarei a tomar remédio homeopático contra inflamações e que serve tanto para pancreatite como para minha pata. É a Arnica em glóbulos, dissolvida em água, para tomar duas vezes ao dia por 3 meses.

Nós gatos somos muito inteligentes, entendemos o que os humanos falam (principalmente se forem nossos pais) mais do que eles imaginam. Já dei mil provas do quanto compreendo o que me dizem, que mamãe já acha muito natural ficar conversando comigo, explicando as coisas para mim. Por exemplo: voltei a comer por minha conta, mas muito pouco ainda; aí, mamãe fica comigo enquanto belisco a comida e fica me dizendo que tenho de comer mais. Eu olho para ela, vejo se ela ficou satisfeita com o meu apetite, e se ela pedir para comer mais, eu como mesmo sem vontade, até ela me dispensar. Quando mamãe abre a geladeira, eu adivinho se ela vai tirar a comidinha gostosa ou Malt Paste. Se for comidinha, eu começo a miar, e se for Malt Paste, antes mesmo de ela pegar no tubo, eu já me escondi debaixo da mesa.

Falando em Malt Paste, estou tomando aquela pasta horrorosa dia sim dia não. Dizem que tem sabor gostoso para gatos, mas é conversa fiada, eu detesto! Mas, tenho que admitir, estou conseguindo evacuar quase normalmente outra vez. Pelo menos consigo ir à caixinha uma vez ao dia (sem muito horário ainda...) e a consistência está melhorando, cilindrinho quase formado. A ração estou comendo o Intense Hairball misturado ao tradicional Mature S/O, ambos da Royal Canin.

Ainda ando meio estressada e sinto bastante dor, então não retomei todos os meus hábitos como subir em lugares altos ou cochilar em cima do videocassete, mas já voltei a chamar a mamãe quando ela se isola no computador. (Eu realmente deteeesto ver meus pais em cômodos separados quando ambos estão em casa, eles têm que estar sempre juntinhos, ou eu não dou sossego!) E também voltei a ficar de plantão na porta do banheiro enquanto eles tomam banho. É que fico muito preocupada com barulho de água... Será que eles não podem tomar banho simplesmente se lambendo?!

Bom, é isso =^.^= Miau e lambeijins prrrucêis!